Psicoarte

Porque é importante desenvolver a criatividade ?  

  A criatividade age como antidoto para a ansiedade.

Criatividade (do latim, creatio = criação) é a capacidade de pensar produtivamente à revelia das regras, é criar coisas novas combinando de maneira inusitada o saber já disponível, diz o dicionário.

Segundo Ulrich Kraft (jornalista cientifico) Criatividade não é um dom dos deuses e pode, isso sim, ser estimulada e treinada. Nesse ponto os cientistas estão amplamente de acordo: é possível criar as condições básicas necessárias para se aproveitar ao máximo o potencial criativo de cada um, bastando, para isso, mudanças na postura e nas "condições circundantes" que se oferecem. E o que está em questão, de início, são coisas aparentemente muito simples: curiosidade, a vontade de surpreender-se, a coragem de derrubar certas muralhas intelectuais e a confiança em ser capaz.

Um quociente de inteligência (QI) alto não é de grande serventia quando se trata de resolver problemas que exijam soluções fora do comum. Isso também havia chamado a atenção do psicólogo americano Joy Paul Guilford (1897-1987). Ele observou que a inteligência, com testes bem elaborados, pode ser mensurada de maneira relativamente confiável, mas que o resultado não reflete a aptidão cognitiva da pessoa como um todo.

No entanto, pessoas criativas destacam-se sobretudo porque seu intelecto, ao confrontar-se com um problema, supera os esquemas mentais já arraigados e trilha novos caminhos. Guilford definia a criatividade justamente como a capacidade de "encontrar respostas inusitadas, às quais se chega por associações muito amplas". E aqui entra em cena o pensamento divergente, com a finalidade de produzir diversas soluções possíveis. "No pensamento divergente avança-se para muitos lados. Tão logo seja necessário, ele muda de direção e leva com isso a uma pluralidade de respostas que podem ser, todas elas, corretas e adequadas", explicou em 1950.

Os especialistas definiram até hoje pelo menos seis traços característicos sobre o pensamento divergente:

    - Fluência de idéias: aspecto quantitativo da criatividade, ou seja, quantas idéias e associações ocorrem para determinada pessoa, por exemplo quando se apresenta a ela um novo conceito.

  • -Pluralidade, flexibilidade: o critério aqui é encontrar o maior número possível de soluções diferentes.
  • -Originalidade: aspecto qualitativo da idéia, ou seja, a capacidade de desenvolver possibilidades de solução peculiares, às   quais nem todos podem chegar.
  • -Elaboração: define o talento de formular uma idéia e continuar desenvolvendo-a até que se torne solução concreta para um problema.
  • -Sensibilidade para problemas: capacidade de perceber uma tarefa como tal e ao mesmo tempo identificar as dificuldades associadas a ela.
  • - Sensibilidade para problemas: capacidade de perceber uma tarefa como tal e ao mesmo tempo identificar as dificuldades.
  • -Redefinição: dom de perceber questões conhecidas sob um novo viés. A decomposição de um problema sob aspectos parciais muitas vezes ajuda a ver as coisas sob uma luz totalmente nova.

Portanto ao invés de mudar o mundo, que parece impossível, devemos mudar a atitude interna .

O que significa desenvolver o lado direito do cérebro?

Michael Gazzaniga e Sperry submeteram pacientes a uma série de experimentos. Com eles, fez uma descoberta inovadora, que lhe rendeu o Prêmio Nobel de Medicina de 1981: os hemisférios cerebrais esquerdo e direito não processam as mesmas informações, mas dividem as tarefas entre si. O lado esquerdo é responsável, em especial, por todos os aspectos da comunicação. Processa o que se ouve, e também as informações escritas e a linguagem corporal. O direito, por sua vez, ocupa-se do material não-verbal, processando imagens, melodias, entonações, modelos complexos como expressões faciais, por exemplo, bem como informações sobre o espaço e a posição do próprio corpo.

O hemisfério esquerdo responde pelos processos de pensamento convergentes. Trabalha de maneira lógica, analítica, racional e se volta aos detalhes. Em compensação, falta-lhe a visão dos nexos abstratos de ordem mais geral. O pensamento divergente, por outro lado, é o forte do lado oposto. O hemisfério direito é mais intuitivo, pode fantasiar, ter idéias repentinas; privilegia uma forma de trabalho holística e é capaz de concatenar as peças do mosaico de informações que chegam.

Curiosidade, prazer de experimentar, ludicidade, coragem de correr riscos, flexibilidade intelectual, pensamento metafórico e senso artístico desempenham papel decisivo nos processos criativos do pensamento. Para a maioria dos neurocientistas, o ser humano dispõe dessas capacidades graças a qualidades especiais de seu hemisfério direito.

Mas se todos temos um hemisfério direito, e portanto as condições básicas para fazer brotar idéias não ortodoxas sem parar, por que a criatividade é um bem tão raro e requisitado? Ora, talvez porque seja melhor dizer que detínhamos essas condições! Na infância a força criadora praticamente não tem limites. É só mexer um pouco aqui, misturar muita fantasia e imaginação, e pronto: a mesa da sala e a velha toalha transformam-se - vapt, vupt - em um castelo, o aspirador vira um cavalo, e a colher de pau uma espada. Educadores não cansam de criticar que já nas primeiras séries se dê grande valor à solução correta das tarefas, mas nem tanto a soluções criativas. A sociedade moderna, preocupada com resultados, exige especialmente as qualidades da metade esquerda do cérebro, ou seja, pensamento lógico orientado a um fim, habilidades matemáticas e talento para línguas.

Com o tempo parecemos internalizar cada vez mais essa maneira de agir - às custas do potencial criativo. Pois o cérebro acostuma-se; e diante de um problema prefere recorrer ao que já conhece, em vez de trilhar caminhos novos ou menos conhecidos. Por não treinarmos nossa capacidade criativa, nosso espírito criativo vai ficando inerte, dificultando a superação de bloqueios no pensamento. Michael Michalko, um dos mais importantes treinadores de critatividade nos Estados Unidos, certa vez formulou a questão da seguinte maneira: "Quando só se pensa como sempre se pensou, só se vai manter o que sempre se manteve - as mesmas velhas idéias."

Também o pesquisador da criatividade Steven M. Smith acentua a importância da combinação de idéias no pensamento criativo. Segundo ele, as maiores perspectivas de sucesso estão com quem estabelece ligações entre áreas completamente diversas. Pessoas particularmente inventivas têm o dom de relacionar coisas entre si, mesmo que à primeira vista não haja qualquer nexo entre elas. Mas quanto mais se souber, mais fácil será desenvolver soluções criativas.

Também o pesquisador da criatividade Steven M. Smith acentua a importância da combinação de idéias no pensamento criativo. Segundo ele, as maiores perspectivas de sucesso estão com quem estabelece ligações entre áreas completamente diversas. Pessoas particularmente inventivas têm o dom de relacionar coisas entre si, mesmo que à primeira vista não haja qualquer nexo entre elas. Mas quanto mais se souber, mais fácil será desenvolver soluções criativas.

No entanto, mesmo quem não foi agraciado por uma inibição mais tênue angaria vantagens na procura por lampejos intelectuais quando se dedica a compilar o maior número possível de idéias e impressões. E ao fazê-lo cada um deveria, sem falta, preocupar-se com olhar para além das fronteiras de sua própria área de atuação, rumo a mundos diversos. Pois o excesso de conhecimento especializado não deve impedir o caminho da criação inventiva.

Via de regra a criatividade não sabe lidar com pressão. É por isso que muitos achados geniais nasceram também fora dos laboratórios - em situações que nada têm a ver com o trabalho. Arquimedes estava deitado na banheira quando lhe ocorreu a lei do empuxo e ele bradou seu famoso "Heureka!". August Kekulé sonhava com serpentes que mordiam o próprio rabo. A grande descoberta ele fez no dia seguinte: a estrutura química do benzol tinha que ser aneliforme.

Lampejos intelectuais criativos ocorrem para a maioria das pessoas em situações nas quais elas estão justamente pensando em algo totalmente diverso: nas férias, no passeio de domingo ou antes de adormecer. Esse fenômeno tem uma explicação: desde que o cérebro tenha sido alimentado corretamente na fase de preparação, é notório que continua trabalhando em uma solução, mesmo quando nos afastamos. do problema por algum tempo. Esse processo que antecede a descoberta inusitada se denomina incubaç o. Esse processo que antecede a descoberta inusitada se denomina incubação.